CEBRAF: uma história de luta pela autonomia das fundações

A Confederação Brasileira de Fundações nasceu em 1996 como Centro Brasileiro de Fundações, momento em que organizou as fundações nacionalmente. Ela surgiu a partir de uma demanda nacional que havia à época para repensar o terceiro setor e a necessidade de uma organização mais corporativa.

Paulo Haus Martins, presidente da CEBRAF conta que a legislação do terceiro setor começava a se desenhar no cenário nacional e isso levou à organização das entidades. A CEBRAF, por meio das 12 federações associadas, representa hoje a grande maioria das fundações no Brasil.

O presidente lembra que grande parte dos recursos aplicados em pesquisas no Brasil estão atrelados às fundações e que o trabalho delas faz a ciência e a tecnologia brasileira girarem. Não só nesta área, as fundações também fazem parte da economia, do ensino e pesquisa, dos programas de capacitação e EAD e muito mais.

No entanto, o desafio atual das entidades é garantir a sua autonomia. “A Constituição Federal prevê as imunidades para as fundações, mas o Estado brasileiro não as reconhece”, afirma Paulo. Se não fôssemos nós, não haveria muitos projetos em saúde, educação e assistência social, assim como aqueles ligados à defesa do meio ambiente e de defesa das igualdades de gênero, raciais e da população LGBT”, adiciona.

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